Céu tem um gostinho doce e beija suave. Uns lábios rosados lindos que quando sorriem são uma carícia e quando fazem biquinho tem a forma de coração. Meu coração palpitando, dedos tamborilando no balcão e ela não parava de falar, não parava de me olhar, então eu toquei em sua mão, desenhando em seus dedos e traçando seu futuro nas linhas da palma da mão, levei aos lábios e a beijei. Nós rimos e pedimos mais uma rodada...
Loucura minha.
Ai de mim, Céu! Caso tivesse a feliz oportunidade de tocá-la em carne e osso, como a toco em meus sonhos e sentir a linda pele oliva arrepiar-se sob minhas mãos. Ai de ti, mulher! Por me fazer perder o controle assim. Penso em planos e propostas, mas a verdade é que não moverei um músculo, sou fraco, demasiadamente fraco para correr às ruas e revirar os becos à procura de alguém cujo nome não sei. Um covarde revivendo uma tarde com uma desconhecida em um bar vazio.
Posso não conhecer o nome, mas desvendei a alma. Sei dizer que a cor dos olhos alardeava o céu e os cabelos negros moviam-se levemente quando Céu balançava a cabeça ou se punha a dar gargalhadas. Nunca uma tarde foi tão vivida! Senti como se conhecesse os trejeitos, risadas e gestos daquela mulher há anos, também senti que as horas esvaíam-se inadvertidamente. Tempo trapaceiro!
Mas trago comigo uma lembrança pacata deixada nos lábios e outra acompanhada de um sorriso maroto que foi deixada no pescoço. Sinto que Céu será sempre a figura perfeita, endeusada em minha mente e, feito uma fita, nossas horas juntos será reprisada até meu coração morrer. Na hora mais pesada da noite acordo e conto os segundos asfixiantes do relógio, estes o maldito tempo não rouba e eu fico a meditar o quão delicioso seria morar naquele azul céu.
Letícia Ribeiro
Loucura minha.
Ai de mim, Céu! Caso tivesse a feliz oportunidade de tocá-la em carne e osso, como a toco em meus sonhos e sentir a linda pele oliva arrepiar-se sob minhas mãos. Ai de ti, mulher! Por me fazer perder o controle assim. Penso em planos e propostas, mas a verdade é que não moverei um músculo, sou fraco, demasiadamente fraco para correr às ruas e revirar os becos à procura de alguém cujo nome não sei. Um covarde revivendo uma tarde com uma desconhecida em um bar vazio.
Posso não conhecer o nome, mas desvendei a alma. Sei dizer que a cor dos olhos alardeava o céu e os cabelos negros moviam-se levemente quando Céu balançava a cabeça ou se punha a dar gargalhadas. Nunca uma tarde foi tão vivida! Senti como se conhecesse os trejeitos, risadas e gestos daquela mulher há anos, também senti que as horas esvaíam-se inadvertidamente. Tempo trapaceiro!
Mas trago comigo uma lembrança pacata deixada nos lábios e outra acompanhada de um sorriso maroto que foi deixada no pescoço. Sinto que Céu será sempre a figura perfeita, endeusada em minha mente e, feito uma fita, nossas horas juntos será reprisada até meu coração morrer. Na hora mais pesada da noite acordo e conto os segundos asfixiantes do relógio, estes o maldito tempo não rouba e eu fico a meditar o quão delicioso seria morar naquele azul céu.
Letícia Ribeiro