quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Anêmona


As brumas impediam a visão
seus olhos lacrimejavam
Os pés seguiam caminho sem significação

Para longe, ele sabia

Quão mais adiante?, se perguntava
Sua pele suada, marcada e esfolada, gritava

Correra para chegar até ali

Pensara em desistir
Voltar e implorar

Implorar à ela que o coadunou a suas perversões

Roxanne de lábios avermelhados
e rosto impenetrável

A Senhora a qual pertencia

que como uma anêmona atraiu e o envenenou
Sua Pústula algoz

Coração atroz

Eh!, vida de Cão
Pulsava nas veias o veneno feroz

Seguia o caminho de volta

consciência aos gritos
Peito em júbilo

Letícia Ribeiro

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