As brumas impediam a visão
seus olhos lacrimejavam
Os pés seguiam caminho sem significação
Para longe, ele sabia
Quão mais adiante?, se perguntava
Sua pele suada, marcada e esfolada, gritava
Correra para chegar até ali
Pensara em desistir
Voltar e implorar
Implorar à ela que o coadunou a suas perversões
Roxanne de lábios avermelhados
e rosto impenetrável
A Senhora a qual pertencia
que como uma anêmona atraiu e o envenenou
Sua Pústula algoz
Coração atroz
Eh!, vida de Cão
Pulsava nas veias o veneno feroz
Seguia o caminho de volta
consciência aos gritos
Peito em júbilo
Letícia Ribeiro
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