Tenho
pensado – e escrito - muito sobre o tempo, para ser mais exata, sobre as horas
e os minutos que tem sido o algoz da sociedade moderna, nem o bebê no útero tem
liberdade, pois nasce com as horas contadas.
Resolvi dar um basta neste assunto e seguir com minha
viagem.
A vida fora de casa sempre me pareceu libertadora, mas
agora, beirando o fim da adolescência, intuo que essa seja uma realidade
esmagadora; a cidade é a selva e somos tanto presas quanto caçadores, tentando
sobreviver e prosperar. Vivemos tentando conseguir equilíbrio na linha que
separa morte e vida - acabei de falar sobre vida. Que sei eu sobre a vida?
Quiçá sobre morte! (risos). Aulas de filosofia durante 50 minutos não são de
grande ajuda para desvendar sobre ambas quando houve mentes que criaram teorias
durante séculos. Ai! Quem sou eu? Estou me descobrindo, creio que estarei nesta
missão até o fim.
O
medo que me assalta no despertar de cada manhã: como sobreviver à vida? Tento
não chorar quando chego em casa, porque choro silencioso dói mais e não há
travesseiro macio o suficiente que consiga
confortar, então penso que se fizer uma escolha errada, uma loucura que seja e
não aguentar... Como quando meu peito aperta e não consigo puxar o ar para os
pulmões. O mundo que criei com páginas de livros e sonhos está desmoronando.
“Deixamos de ser criança quando a razão nos
paralisa, quando nos sentimos diretores do filme em que atuamos, olhos externos
racionalizando cada gesto”, Humberto Gessinger sempre com a razão. Mas eu estou
errada nesta vida. Um ser estranho perdido num mundo solitário.
Nenhum comentário:
Postar um comentário