quarta-feira, 2 de outubro de 2013

eu

Tenho pensado – e escrito - muito sobre o tempo, para ser mais exata, sobre as horas e os minutos que tem sido o algoz da sociedade moderna, nem o bebê no útero tem liberdade, pois nasce com as horas contadas.
            Resolvi dar um basta neste assunto e seguir com minha viagem.

            A vida fora de casa sempre me pareceu libertadora, mas agora, beirando o fim da adolescência, intuo que essa seja uma realidade esmagadora; a cidade é a selva e somos tanto presas quanto caçadores, tentando sobreviver e prosperar. Vivemos tentando conseguir equilíbrio na linha que separa morte e vida - acabei de falar sobre vida. Que sei eu sobre a vida? Quiçá sobre morte! (risos). Aulas de filosofia durante 50 minutos não são de grande ajuda para desvendar sobre ambas quando houve mentes que criaram teorias durante séculos. Ai! Quem sou eu? Estou me descobrindo, creio que estarei nesta missão até o fim.

O medo que me assalta no despertar de cada manhã: como sobreviver à vida? Tento não chorar quando chego em casa, porque choro silencioso dói mais e não há travesseiro  macio o suficiente que consiga confortar, então penso que se fizer uma escolha errada, uma loucura que seja e não aguentar... Como quando meu peito aperta e não consigo puxar o ar para os pulmões. O mundo que criei com páginas de livros e sonhos está desmoronando.

“Deixamos de ser criança quando a razão nos paralisa, quando nos sentimos diretores do filme em que atuamos, olhos externos racionalizando cada gesto”, Humberto Gessinger sempre com a razão. Mas eu estou errada nesta vida. Um ser estranho perdido num mundo solitário.


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