quarta-feira, 2 de outubro de 2013

no enlaço do abraço

Beijos cálidos que me cingem
Embalam lembranças em minha Mente
Lançado ao passado agradável e contente
E cantigas agora soam no coração selvagem

Um abraço impassível
Arranca-me dolorosamente do sonho cândido
Meu corpo descobre, combalido
Que o Maldito aperto é incoercível

Fraco, ferido e frígido, em desvantagem
Como de uma anêmona uma presa sou
Toxina e tentáculos tem me paralisado

As Garras assaz finas depois de rasgado
O âmago, dilacerado os lábios, segue Viagem
Bebendo a dor e sorrindo do que de mim restou.

Letícia Ribeiro

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