Fiquei de cama por semanas quando, por fim, o médico veio e seu diagnóstico foi: saudade, o mal do amor.
Bem, ele estava certo, certíssimo, assumo todos os clichês de gente apaixonada, as músicas melancólicas que soavam pelo quarto e poesias piegas no meu caderno, cartas sem destino, fotos no quadro e, claro, lágrimas queimando os olhos.
Eu era um caso perdido.
Letícia Ribeiro
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